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E se o Exército resolver AGIR? Intervenção militar. O que será isso para o BRASIL?

 

manifestação impeachment 1 de novembro

Nos meses de novembro e dezembro de 2014 ocorreram manifestações contra a presidente Dilma. Em plena avenida paulista. A maior parte dos manifestantes pedia Impeachment, outros pediam recontagem dos votos e alguns pediam uma intervenção dos militares das Forças Armadas. 

  A mídia ainda não conseguiu se entender sobre a quantidade de pessoas presentes aos eventos, ou está mesmo de má vontade. 

   As pessoas possuem o direito de não concordar com o resultado de uma eleição que "não emite recibo". Eles tem direito de dizer que acham que Dilma sabia de tudo. As fotografias mostram que havia muitos idosos e pessoas de meia idade, e que a manifestação foi ordeira. Em certo momento ocorreu um coro em agradecimento aos policiais que faziam a segurança. O hino nacional foi cantado nasmanifestações! Nenhuma bandeira do Brasil foi queimada!     Se ocorresse arruaça a mídia daria mais atenção? E se houvesse bandeiras de Cuba, eles seriam vistos como intelectuais politicamente corretos? O que está acontecendo com esse país? É preciso acordar, gente honesta, pacífica e ordeira está sendo tratada pela grande mídia como se fossem marginais! 

   É verdade, em todas as manifestações havia alguns cartazes como "salvem-nos Forças Armadas" e "Intervenção militar". Se comparados com o total das faixas e cartazes, verifica-se que eram em pequeno número. Contudo, esses pedidos, aos quais foi dado um destaque que não reflete sua verdadeira expressão dentro da passeata, devem ser observados com atenção. Embora, para muitos, seja um pleito que não cabe ser atendido em pleno séc. XXI, em um contexto totalmente diverso de quando ocorreu uma ação militar no Brasil, eles devem ser considerados sim, e etraduzidos como algo que vem de pessoas tão decepcionadas com a democracia brasileira que não enxergam outra opção que não seja recomeçar.   

 

Intervenção militar. O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

intervenção militar

*Nota: Recebemos solicitações para que esse artigo, pubicado ha alguns meses, fosse republicado. Se você vai às ruas, ou apóia quem vai, saiba o que está pedindo. Esse espaço é frequentado por pessoas inteligentes e amantes da democracía, cremos que compreenderão perfeitamente as colocações feitas e as implicações advindas da sua decisão. Afinal, em um espaço democrático todas as faces do problema podem, e devem ser abordadas.

 

 Nos últimos meses o debate entre direita e esquerda alcança proporções jamais vistas no país. A direita, antes calada, começa a sair de dentro de suas casas, e para surpresa de muitos, percebe-se que compõe uma parcela bastante significativa da sociedade, gente que está cada vez mais disposta a expor sua opinião e até ir para a rua se manifestar publicamente. Essa polarização cada vez mais radical da sociedade foi criada pelo próprio governo atual, que insiste em trazer à tona, a sua maneira, fatos ocorridos no passado. Por último, como artifício eleitoreiro, a esquerda tenta jogar a população do sul contra a do norte. A tentativa de evitar que a população do Norte e Nordeste votasse em outro candidato que não o do Partido dos Trabalhadores acabou por deixar no ar um ranço antes inexistente entre "sulistas" e "nortistas".

  Ora, o país não é formado somente de pessoas que se manipula por meio de assistencialismo, muitos tem percebido claramente a vil intenção de mudar a história, negando as atrocidades cometidas pelo grupo que desejava impor o comunismo ao Brasil, e responsabilizando unicamente a direita, os militares e até o governo de FHC, que terminou a 12 anos, por tudo de ruim que existe no país.
 
Querem transformar heróis em vilões e vice-versa.

No dia 22 de março desse ano milhares de pessoas insatisfeitas com o governo foram às ruas em algumas capitais, em memória da Marcha da Família com Deus, que antecedeu a intervenção militar de 31 de março de 1964. Que impediu que o país fosse lançado num período de atrocidades e massacres, que ocorreram em todos os países comunistas. As manifestações obtiveram pouca cobertura da mídia, como já era previsto. 

Oito meses após as manifestações de março, depois das eleições, o povo volta para as ruas. Por incrível que pareça, as solitações foram praticamente as mesmas. Mas dessa vez os manifestantes estão em maior número e melhor organizados.

Nota-se que finalmente a sociedade esclarecida está se mobilizando. O movimento é benéfico, virtuoso, no sentido de que declara ao mundo que a democracia brasileira tem sido um fracasso.

Em meio ao movimento há uma quantidade rezoavel de pessoas que prefere um tipo de “RESET” no Brasil, um começar de novo. Estes desejam que algum dos Poderes, conforme prescreve a CF1988, convoque as Forças Armadas pra intervir, fechando o Congresso Nacional e afastando a Presidente atual.

Será que essas pessoas que pedem uma Intervenção Militar sabem mesmo o que estão pedindo? Como seria essa “intervenção”, seria realizada legalmente, baseada em provas palpáveis e acusações formais contra membros do governo, como a Presidente e o Vice-presidente? Os militares conseguiriam intervir sem disparar um único tiro, ou o sangue de nossos compatriotas - de esquerda, de direita ou sem posicionamento político - seria derramado em nossa própria terra?

Sabe-se que as coisas chegaram ao nível em que estão, de uma forma gradual, com a colaboração de nossa própria passividade. Ao longo das últimas duas décadas permanecemos quietos em nossas casas, gozando de nosso conforto e assistindo do sofá a destruição de pilares como patriotismo, família, honestidade e honra. Se houvéssemos nos mobilizado para que o país não fosse dominado pelas mesmas pessoas que tentaram destruí-lo no passado, não estaríamos agora discutindo uma questão tão grave. Creio que a maioria concorda que permanecemos numa espécie de hibernação política enquanto os inimigos da liberdade agiam em altíssima velocidade.

Imaginemos uma situação hipotética, em que o Supremo Tribunal Federal, alertado pela multidão, chegue a mesma conclusão que os manifestantes intervencionistas e convoque as Forças Armadas para agir, fechando o Congresso e prendendo a Presidente. O que virá a seguir? Serão tempos de paz ou de guerra?

É difícil acreditar que o Supremo ou o legislativo federal acionem as Forças Armadas. Não há indícios de que ha qualquer justificativa constitucional para que isso ocorra. Some-se a isso o fato do supremo ter vários ministros indicados pelo Partido dos Trabalhadores e o Congresso ter maioria governista. Porém, ainda assim, abaixo há uma visão panorâmica, apenas superficial, dos primeiros dias após uma suposta intervenção realizada pelas Forças Armadas.

Como uma das primeiras ações, uma tropa de elite, do Exército ou da Marinha, silenciosamente entraria no Palácio do Planalto ou, mais provavelmente, no Palácio do Alvorada - o que seria mais discreto - e colocaria sob custódia a atual Presidente do Brasil. No primeiro dia ela seria mantida em um local ignorado, um quartel ou talvez um navio, para evitar manifestações e tentativas de resgate. O vice-presidente talvez também fosse detido. 

Alguém avisaria a imprensa e a notícia se espalharia pela internet como um rastilho de pólvora. Num primeiro momento países como Venezuela e Cuba emitiriam notas de indignação e insistiriam para que a ONU e os Estados Unidos se posicionassem contra o governo instaurado provisoriamente no Brasil.

   Provavelmente a Força Nacional será acionada rapidamente por membros do governo e do poder legislativo, que é majoritariamente fiel ao Partido dos Trabalhadores.

  Ministros de estado também tem poder de acionar a Força Nacional.

  Essa força, caso optasse por defender o governo destituido, cercaria o Congresso rapidamente, tentando impedir que o Exército assumisse o controle da instituição. O exército, muito melhor armado, relutaria em usar armamento pesado contra e insistiria para que as tropas fieis ao governo destituido entregassem suas armas. É provavel que diante de demonstrações de seriedade por parte das Forças Armadas,  ainda no primeiro dia a Força Nacional entrasse em acordo com líderes das Forças Armadas. 

Alguns estados que possuem governos de esquerda acionariam prontamente suas polícias militares e estas, colocadas de prontidão, guardariam as instituições públicas, como palácio dos governos estaduais, prefeituras e Assembleias Legislativas. É impossível prever os desdobramentos dessa questão. A maioria dos comandantes de polícias militares chegou ao comando por indicações políticas. Portanto, devem fidelidade aos governadores de estado. 

Ainda assim, alguns comandantes de quartéis de polícia hesitarão, bem como alguns oficiais de menor patente, e é quase certo que haverá quebra de hierarquia em várias instituições militares em vários estados da federação.

As associações de policiais também escolheriam um ou outro lado e certamente haverá muita confusão entre oficiais e praças. Sindicatos fieis ao governo com toda certeza paralisarão meios de transporte, refinarias e sistemas de comunicação. E os militares não teriam gente suficiente para suprir essas lacunas nas primeiras semanas do caos. É certo que faltaria transporte e alguns ítens básicos para a população.

A população seria aconselhada a permanecer em casa e somente membros de serviços essenciais, como hospitais e centrais de água e esgoto, permaneceriam trabahando.

O Movimento dos Sem Terra, Sem Teto, CUT e partidos radicais como o PSTU, fieis ao governo, se levantarão e colocarão em prática suas táticas de guerrilha urbana há muito estudadas no manual de Mariguella e outros similares. Estudantes das universidades federais filiados aos Diretórios estudantis se aliarão a estes militantes de esquerda e marcharão nas grandes cidades, promovendo vandalismo e quebradeira.

Nas áreas rurais redes de energia seriam sabotadas para desestabilizar o governo próvisório. Escolas e hospitais funcionariam precariamente por algum tempo. O governo talvez se sentisse forçado a intervir na internet para freiar a organização dos opositores. É posivel que, por conta do caos generalizado e intensa propaganda ideológica, parte da população, ainda nos primeiros dias, demonstre insatisfação contra os militares, e se some àqueles que se posicionam contra a ação das Forças Armadas, engordando mais ainda as manifestações nos grandes centros urbanos. 

Outras medidas rígidas se seguiriam ao ato, para evitar que a esquerda novamente manipule a sociedade. Como censura e fechamento de emissoras de rádio e TV. A esquerda usaria artifícios como rádios pirata e impressões clandestinas para dizer ao povo que os militares "deram o golpe" novamente, que "fizeram o mesmo que em 1964". Esse concurso de ações também colocaria mais gente contra os militares.

As forças armadas reprimiriam as manifestações, mas como certamente haverá policiais e agentes de segurança ainda fieis ao governo em meio aos insatisfeitos, haveria violência, feridos e mortos de ambos os lados. 

É quase certo que o Brasil enfrentaria um longo período de caos generalizado, talvez por muitos meses.

A princípio os militares não acionariam reservistas, eles seriam um grande risco dentro da caserna, haja vista que uma parcela significativa da juventude brasileira - por meio de um processo lento e contínuo - se tornou simpatica aos ideais esquerdistas. Muitos jovens de hoje enxergam em desertores e terroristas do passado, que lutaram contra seu próprio país, como figuras em quem se espelhar. Por conta disso é muito mais seguro que, em um primeiro momento, o reforço no efetivo seja feito pelo pessoal recém transferido para a reserva.

A convocação da reserva num caso como esse tem de ser um processo extremamente criterioso, e isso seria realizado aos poucos. 

Centenas, talvez milhares de pessoas morreriam nos primeiros embates entre forças armadas e aliados do governo destituído. Os manifestantes recuariam, mas não desistiriam. Se armariam melhor, e melhor organizados, reagiriam de forma sistemática. Os militares das Forças Armadas teriam que assumir as funções de segurança pública em muitos locais, e isso agravaria a situação nas fronteiras. Ainda que o poderio militar do Brasil seja bastante superior ao de seus vizinhos bolivarianos, é possível que quarteis do Exército situados no extremo norte tenham algum trabalho para resistir a possíveis investidas de forças armadas Venezuelanas. No caso destas, relativamente bem equipadas, decidirem apoiar o governo deposto no Brasil.

É possível que militares de Cuba, Venezuela e Bolívia se aliem às forças insatisfeitas, que tentariam retomar o poder. Da mesma forma que no passado, militantes de esquerda se organizariam em grupos de guerrilha urbana, usariam até nomes de grupos do passado, como MR8 etc. Com ataques surpresa e ações do gênero grupos espalhariam o terror nas noites das grandes cidades. Hoje ha maior facilidade em se adquirir armas clandestinas, sem contar as que ja existem nas mãos do crime organizado, isso tornaria as coisas mais difíceis ainda.

Ha indícios de que o crime organizado possivelnente decida apoiar indiretamente o governo deposto, realizando atentados contra militares e forças de segurança, haja vista que militares ha algum tempo vem causando dificuldades aos criminosos comuns, etuando nos grandes centros com rigor e reforçando as fronteiras para reprimir o tráfico de entorpecentes e armas.

Muitas pessoas têm dito nos campos para comentários aqui da Revista Sociedade Militar que um governo corrupto mata muito mais do que uma guerra civil, que o desvio de dinheiro que poderia ser aplicado em saúde e saneamento acaba por ceifar milhares de vidas. Sem contar a criminalidade que ceifa dezenas de pessoas todos os dias. Sim, isso é verdade. Mas ainda assim devemos a todo custo procurar uma solução pacífica para as questões que nos afligem. Enquanto existirem vias democráticas a sociedade deve buscar o protagonismo político.

Paramos por aqui. Mas creio que deu pra ter uma pequenea idéia de que uma "intervenção" não é algo tão simples. Ha consequencias imediatas e duras. Nosso país é enorme, complexo, pluripartidário e repleto de ONGS e Grupos de esquerda que provavelmente opoiariam um governo destituido compulsoriamente. Seria uma situação complexa, muita gente sofreria, principalmente os mais humildes, crianças e idosos.

Sabemos que já salvamos o Brasil uma vez, indo para as ruas. Podemos sim tentar de novo, e talvez haja tempo para que isso seja realizado pela via democratica.

Peçam urnas convencionais nas manifestações. Carreguem faixas dizendo Fora Dilma, abaixo o PT. Acampem na Avenida Paulista quantos dias for necessário, até que se aprove o retorno do voto convencional ou a impressão de um recibo para conferência. Insistam na abertura de um processo contra os denunciados nas delações premiadas e que técnicos independentes façam uma auditoria das últimas eleições.

Ninguém, seja militar ou civil, tem permissão para falar em nome das Forças Armadas. Contudo, é preciso lembrar que as instituições militares não dormem nunca. Se de fato houver risco iminente à Soberania Nacional, sabemos muito bem que cada um cumprirá com o seu dever.

A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Porém...

Lembram do "ocupa wall street"? Durou vários meses. Uma diferença relevante é o fato dos protestos de Wall Street terem sido considerados politicamente corretos, por isso receberam ampla cobertura da mídia, o que dificilmente ocorrerá com os protestos anti-pt que tem ocorrido em diversas capitais brasileiras.

Se a sociedade organizada deseja mesmo se manter nesse crescente, sabemos que já ha eventos marcados para o próximo 15 de novembro - é indispensável que seja montada uma estrutura minimamente capaz de mostrar ao mundo o que está ocorrendo no país, é extremamente necessário transmitir os movimentos em tempo real, pela internet. Que se saiba, o único site que transmitiu a manifestação desse sábado foi a Revista Sociedade Militar, aproveitando um link do twitcasting, com cobertura feita pelo usuário do Twitter cidadaokanesp.  

Alguns meses atrás, aqui mesmo nesse site, lemos um artigo no qual um General de Brigada convoca a sociedade a se manifestar e expressar sua insatisfação, não há fraude ou governo corrupto que resista à ação da sociedade mobilizada, insistindo em mudanças em torno de ideais lícitos. Como disse um líder preso recentemente na Venezuela, quem se cansa perde.  #ElQueSeCansaPierde.

*Robson.A.D.S.- Http://sociedademilitar.com.br

 
 

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